Barulho

Convivo, desde que cheguei a São Paulo, com barulho. Barulho que já brotou de meu próprio apartamento, quando eu dividia o mesmo espaço com Camila Gaya e amigos (as) de gêneros sexuais os mais diversos e, quando não, bizarros.

Barulho que vinha da rua, de carros e de seus motoristas capotando Cardeal Arcoverde abaixo, ou Teodoro Sampaio acima, quando vivi na saudosa Fradique Coutinho.

Mudei-me. Mas o barulho veio comigo. Desta vez vindo dos travestis que se prostituem nas proximidades do meu prédio. Além deles, os carros tunados e seus motoristas que, mesmo bêbados muitas vezes, lutam para manter a si e à vizinhança acordados.

Vez em quando tenho vontade de lhes arremessar baldes de urina. O máximo que fiz foi arremessar-lhes ovos podres, com êxito até. Mas daí a matar, como vimos num condomínio de luxo paulista recentemente, acho um tanto demais.

Anderson Passos

Tudo isso para dizer

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