Um fantasma

Ao menos em São Paulo viu-se eclodir nesta quinta-feira (20), durante os festejos do Movimento Passe Livre (MPL) pela queda das tarifas de transporte, um grupo radical que impedia que bandeiras de partidos fossem entoadas.

Relatos de colegas que lá estiveram – o jornal onde trabalho vetou minha presença no local desta feita – apontam que grupos de extrema-direita, entoando “fora Dilma” e rasgando bandeiras e surrando militantes – inclusive com tacos de beisebol – mancharam a marcha de mais de cem mil pessoas pela Paulista.

E a tal ponto de o MPL recolher seu bloco da rua. Os protestos que ainda ecoam pelo País – e talvez ainda mais nos costados da presidente – entoam odes ao fim da Copa, pedem mais qualidade na saúde e na educação e, em paralelo, promovem vandalismo, o que demonstra que o movimento chega ao raiar perigoso da perda de foco.

Virou uma triste batalha ideológica quase infantil uma vez que esse País só será consertado de vez se tivermos partidos fortes, parlamentares comprometidos e voto mais do que consciente. Se essa premissa sair da pauta, será o império do descalabro.

Anderson Passos

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2 comentários sobre “Um fantasma

  1. Certamente Anderson, mudança se faz ao contrário do que os “cansados” estão pregando: com partidos fortes! E quem sabe sem nanicos nem financiamento privado… mas isso dá trabalho discutir e pensar né? E os cansados só querem gritar Fora, sem nenhuma outra proposta no lugar…! Bela análise! =)

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