O Jornalismo respira

No final de semana que passou tive contato com duas produções que orgulham o bom jornalismo. Refiro-me às entrevistas da presidente Dilma Rousseff veiculadas pelo jornal Folha de S.Paulo, a cargo da competente Mônica Bergamo, e à entrevista com o Papa Francisco realizada por Gerson Camarotti e equipe da Rede Globo.

Da entrevista de Dilma, assusta o fato de que Lula nunca esteve fora do governo, ainda que ela tenha voltado a defender o plebiscito para a reforma política, sob o argumento de que há uma crise de representatividade.

Sobre Francisco e sua surpreendente humildade, Camarotti fez corajosos e pertinentes questionamentos sobre as mudanças na Cúria e os escândalos financeiros do Banco do Vaticano. E o Papa, corajoso, não fugiu de nenhuma pergunta.

Num tempo de jornalismo raso e pouca credibilidade – assim as ruas disseram em junho – as duas matérias veiculadas no final de semana são uma generosa injeção de ânimo em que não vê mais esperança na profissão.

Anderson Passos

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