Soneto da saudade

Saudade sem contrapartida é saudade sem vida
Ou, se insistente,
É saudade que vai morrendo de inanição.

É saudade que vai, bate, volta e nada
Saudade de ouvidos moucos
E coração distante.

Saudade de um coração só
Que outro faz fechar a porta
E diz não em gestos, que palavras são cortantes.

E assim minha saudade vai se esvaindo
Escoa em rios de lágrimas
Se vai em palavras sem rima
Rumo ao silêncio de um coração sem pulso.

Anderson Passos

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