Carioca Feelings

Considero o Carioca do Pânico um dos caras mais talentosos da televisão no que se refere a incorporar personagens.

O Jornal do Boris, criado depois da lacuna do Jô Suado – sátira espetacular que o Jô Soares não teve a humildade de reconhecer e avalizar é prova disso.

Abaixo um episódio do jornal mais insano da televisão.

Anderson Passos

Ói ela, a Izabella

Outro dia, orgulhosamente, como sempre, postei aqui meu entusiasmo com uma série de reportagens produzida pela Izabella Camargo, da Band, a propósito do drama do crack na Pauliceia.

A série, intitulada Vizinhos do Crack, mostrava o drama de comerciantes da região da Cracolândia, na região central de São Paulo, que tornam-se verdadeiros reféns e acumulam prejuízos por conta da fuga da clientela.

Essa faceta cruel do crack, produzida com brilhantismo e humanismo pela Izabella e sua equipe, foi indicada para o Prêmio Esso 2011. Desde logo, estou na corrente para que Izabella levante esse troféu. O trabalho dela, bem como o drama que ela descreveu em texto e imagens, merece tal consideração.

Anderson Passos

Habemus TV

Ao longo dos mais de 600 textos publicados neste Ilha de Concreto já devo ter feito um título semelhante. Mas o assunto é novo, creiam.

Ocorre que há quase um mês o conversor digital da minha TV – que é externo e não embutido – que vinha já rateando após apenas dez meses de uso, pediu água. E assim, fiquei sem acesso à TV aberta desde então.

Até pedi para o vizinho que instalou o aparelho verificar se alguma salvação havia e coube a ele o diagnóstico definitivo e irrefutável:

– Já era.

Achei que aguentaria ficar somente com o rádio por longo tempo. No entanto, sem telejornais, suas notícias e minhas musas, eu meio que me sentia órfão.

Daí que, agora que a possibilidade de trabalhar praticamente ao lado de casa finalmente chegou, decidi ir à caça de outro aparelho similar nesta quinta (20/10) na Terra Santa ou, para quem não liga o nome aos bois, a região da Rua Santa Ifigênia, meca dos eletrônicos baratos e, às vezes, bons.

Cheguei em casa e, vendo que embora a marca fosse diferente, o fabricante devia ser o mesmo pois que as entradas e saídas para os cabos era idêntica. Assim, apenas substitui a caixa do codificador com defeito pelo novo e viva.

– Habemus ibagens – gritei já sintonizando os canais correndo. E tão logo tinha algo para assistir e lá estava eu migrando para o glorioso Datenão.

Vejamos por quanto tempo resistirá o novo aparelho.

Anderson Passos

Eles se reproduzem

No mesmo dia em que tive a felicidade de encontrar a Monalisa Perrone na Assembleia Legislativa de São Paulo – seguramente a melhor notícia do dia – constatei que também o CQC marcou presença por lá.

Desta feita, pelo menos, não enviou o falastrão do Rafinha Bastos nem o mala do Danilo Gentili. Enviaram sim um novato para pressionar os deputados e, claro, fazer piadas.

Verdade que o que se viu no parlamento paulista naquela tarde foi uma tentativa de jogar panos quentes nos deputados que admitiram a existência de um esquema de venda de emendas. Tanto foi assim que as coisas se decidiram a portas fechadas e tals.

Mas volto ao CQC. Desconheço o nome do figura que fez suas gracinhas na suposta Casa do Povo paulista.

Eu esperava que essa turma do CQC não se reproduzisse, dados os exemplos de Bastos e Gentili que, enquanto fazem piadas, não raro acabam com o humor dos entrevistados e nós, jornalistas, ficamos sem matéria por conta da interferência dos aprendizes do senhor Marcelo Tas.

Fazer humor é bom, é importante, imperioso? Evidente que sim. Mas não quando jornalistas têm uma pauta a cumprir.

Se o CQC não utilizasse do expediente da piada em plena coletiva de imprensa, eu não resmungaria. Eles estão trabalhando? Sim. Mas isso não os faz melhores dos que o demais nem lhes dá o direito de atrapalhar o trabalho alheio.

Assim, sugiro educadamente, que os aprendizes do Tas tentem fazer o seu trabalho sem atrapalhar o meu e de meus colegas. Porque pior vai ficar se eu me sentir no direito de usar do mesmo expediente deles.

Anderson Passos

Olha a Izabella aí gente

De muito que não falo da Izabella Camargo por aqui. De muito mais ainda não a vejo porque nossas pautas nem sempre coincidem. Mas, felizmente, minha teoria prevalece. Se Izabella some, algo de grandioso está sendo produzido. Aqui um exemplo do trabalho da grande repórter da Band.

Não é exagero o título da matéria que remete à guerra que é se locomover em São Paulo. O metrô, ainda que rápido, nunca como agora apresentou tantas falhas que redundam em demora na frequência dos carros e, claro, na superlotação das estações.

Confiram

Anderosn Passos

Datena

Eu nunca mais escrevi sobre o meu ídolo “Datena me dá ibagens” pelo óbvio ululante.

Considerei-me como audiência como que traído quando ele foi da Band para a Record.

E por que volto ao sujeito? Pelo óbvio ululante igualmente. Datena flagrou-se da burrada cometida e voltou para os braços da Band, mandando a Record para onde todo o fiel financiador da emissora deveria enviá-la. Para o inferno.

Dizem os entendidos que a entrevista concedida por Datena à Folha de S.Paulo, onde declarava amor eterno à emissora dos Saad e não descartava sua volta foi a gota d’água para os bispos safardanas que, a partir de então, vedaram que o Datenão pudesse conceder novas entrevistas.

Datena já deu o ar da graça na Band na última segunda-feira (1/8), quando ocupou a vaga de Marcelo Tas no CQC. Programa onde aliás apareci – isso me contaram porque não assisto a atração.

Dia oito ele reestreia na emissora do Morumbi. E espero que, até lá, a Band consiga convocar o comandante “Habilton” a rever sua estada na emissora de Edir Macedo.

Anderson Passos

Pizza no Datena

Os planos de viajar no feriado naufragaram antes de nascer. Conformado, eu passava de canal em canal na televisão e, em pleno feriado, dei de cara com o Datena na tela da Band no São Paulo Acontece.

Um programa leve, divertido, conduzido com maestria pelo Datenão. Lá pelas tantas, como o ex-jogador Denilson suasse por demais sob os braços, Datena chamou a atenção para o que chamou de “pizzaria do Denilson”.

Rolei de rir no sofá com essas e outras tiradas desse craque da TV. E meu feriado, que começara quase fúnebre, apesar do lindo céu na rua, teve traços de esperança e alegria emanados pelo Datenão.

Anderson Passos