Pedro

Pedro já chega festejando gol. Mas será gol de Grêmio ou Inter?

A distância, os negócios, a vida cotidiana apressada e tresloucada que vivemos afastou-me de um grande amigo e irmão no sul.

Falo do meu irmão Douglas Lunardi e, consequentemente, da vigorosa Déia Fortis, sua esposa.

Na última ida ao sul, tentei vê-los. Mas Déia, ironia, estava trabalhando em São Paulo, enquanto Lunardi reformava a casa. Motivo: o filho vindouro que esperavam.

Então, sabedor da proximidade do parto, escrevi ao meu irmão que, divertidíssimo, me contou da ansiedade sem fim que inflava as famílias do casal.

No último dia 9 de fevereiro – espero não ter errado a data – finalmente chegou o Pedro.

Lunardi mandou as fotos do lindo menino e eu fiquei às lágrimas feliz do sucesso e do coroamento do casal que esse menino certamente traz consigo.

Desde a calorenta São Paulo faço minha prece – não a católica, mas a minha particular – para que a saúde, os bons fluídos, o melhor do melhor cerque esses meus amigos distantes e, ao mesmo tempo, tão presentes.

Parabéns e obrigado, irmãos.

E todos os vivas ao Pedro!!!

Anderson Passos

Encontros e Desencontros (final)

Bem, se no posts anteriores eu disse de encontros, agora falo de algumas leves frustrações da minha viagem à terra do nunca (Porto Alegre).

Graças à TIM e a OI, a minha comunicação com os mestre Paulo Torino e Patrícia Weber ficou muito comprometida, senão inviável. Ocorre que a dupla, munida de meu fone fixo no sul e do meu celular de Sampa não conseguiu me encontrar. Nem eu a eles, pois que meu aparelho antigo devorara os contatos telefônicos deles.

Donde arrisquei: fui à casa deles na zona sul da cidade e dei com a cara na porta. Fiz isso posto que eles se dispuseram a me buscar em casa e eu não queria gerar essa epopeia farroupilha.

Da próxima viagem não passa, mestres.

Outra leve frustração foi não ter podido rever meus irmãos Douglas Lunardi e Andreia Fortis, que esperam para fevereiro o primeiro herdeiro. Ela em São Paulo – vejam só – e o meu amigo envolvido até o pescoço com trabalho e a reforma do quarto para o garoto que chegará. No dia do meu aniversário, Douglas escreveu-me saudando pela data, o que me comoveu de muito. E, se encontro não houve, vale dizer que o e-mail do meu irmão foi um gesto que fez o casal ficar mais próximo deste cronista.

A comunicação e a agenda em casa, preenchida por poucos parentes que lá de casa quase não saiam também me impediram de rever as minhas saudosas Roberta Lemes, Valesca Nunes, a família Izidoro – da gélida Caxias do Sul – e Fabiane Cristhaldo, a última ex-colega de uma Rádio Guaíba que nem de perto soa como a atual.

Que 2012, a agenda e os astros nos ajudem a me recuperar com eles.

Anderson Passos

Isabela

Entre 2002 e 2004, ainda estudante de jornalismo, eu escrevia crônicas diárias que eram enviadas para um grupo seleto de amigos. De repente, durante a disciplina de Projeto Experimental em Televisão, na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), em São Leopoldo (RS), escrevi um argumento de um vídeo de ficção produzido a partir de um desses textos.

O resultado vai abaixo. Gostaria de creditar todos os que participaram desse desafio nesse texto, mas não posso deixar de agradecer aos meus caríssimos Alessandro Varella, Roberta Lemes, Douglas Lunardi, Andrea Fortis, Ana Maria Acker, Licéia Piovesan, ao locutor Marco Aurélio Mallmann e à inesquecível Luiza Carravetta, que tem maior responsabilidade nesse projeto ter saído do papel. Quanto aos demais, a quem sou igualmente agradecido, se a memória falha, os créditos finais vão me redimir.

O novo Chico

Ousado, meu irmão mais velho vaticinou que Chico Buarque nada mais fez de marcante pela música brasileira desde Construção. Como se vê, a opinião é sujeita a polêmicas e meu irmão teria como companheiro de crítica o Juremir Machado da Silva e um ou outro gato pingado.

A primeira menção ao Chico que fiz, conta meu pai, se deu quando da minha janela, no bairro Partenon, em Porto Alegre, eu via a torre da Igreja de São Jorge, e tentei cantar O Que Será. Tinha menos de cinco anos, seguramente. Pois que lembro da cena, mas não precisamente da idade.

Anos mais tarde, lá nos nossos fantásticos jogos de botão na casa do Daniel de Mendonça, grande amigo gênio do Direito e das letras, me falou da genialidade da letra de Meu Guri, citando que o escrito, por si só, cabia como uma luva na descrição de um amigo nosso comum. Burramente, naquele tempo, eu achava Renato Russo e o rock brazuca das coisas melhores que se podia ouvir. Ouvido medíocre o meu.

Então os anos foram passando e, chegando à 103.3, frequência da Unisinos FM, encontrei mestre Torino, Patrícia Weber, Gabriel Izidoro, Douglas Lunardi e o poeta Alessandro Varela, este com uma visão única da obra do grande Chico. Luz tamanha que me varou e me convenceu de quão burro eu era até ali.

E a minha consagração foi levar o poetinha ao show do poeta maior no Teatro do Sesi, em Porto Alegre, com direito a Luiz Fernando Veríssimo a nos ladear na plateia. Choro de leve de saudade do meu irmão poeta por agora.

Escrevo escrevo e nada digo. Alegria, chegou novo Chico, que ouço encantado num site especialmente criado para recebê-lo. E a dizer da faixa Querido Diário – que ouço sem parar, vendo filmes na cabeça passando, com saudades de todos que um dia foram meus – digo que o grande Chico vem para os braços do povo não sem tempo.

Anderson Passos

Unisinos FM (Final)

Pois veio a segunda-feira seguinte à visitinha professoral fora de hora. Eu nem me lembrava mais do caso quando Isaías do Avião (eis mais um apelido da fera – Vivas ao Leandro Vignoli!!!!) me chamou novamente ao SOE.

Começou perguntando como fora o sábado. Respondi que tudo bem. Aí o Cor de Cuia (4º apelido do sujeito – créditos para Douglas Lunardi) relatou o que a professorinha inocente assistira escandalizada.

Disparei que só transmitira uma opinião pessoal e que não era guia turístico. O outro, ladeado pelo Rochinha, disse que aquilo ia me queimar no “mercado”, que eles poderiam ligar até no inferno me excomungando.

Reagi dizendo que eu poderia fazer o mesmo tendo em vista que eu tinha toda uma carreira pela frente, bem ao contrário deles. Disse mais: que os dois eram laranjas do senhor Alexandre Kieling e que não mandavam nada ali.

Foi então que o Gordo Cinza (créditos para Aline Mãe Marques) sacou:

– Vou te mostrar que eu mando aqui. O Kieling pediu pra eu te mandar embora, mas tu vai ficar.

Reconheci que precisava do estágio, mas acrescentei que o risco era todo dele e que não faria papel de guia turístico novamente.

Algumas semanas mais se passaram e eu, que fora acolhido dois anos antes com uma redação cheia e sorridente, fui embora despedindo-me apenas do valente Alessandro Varela que, por puro idealismo, ainda colaborava com a emissora.

Anderson Passos

Unisinos FM (5)

Estávamos às portas da Feira do Livro de Porto Alegre de 2001 e fui apresentado ao genial Alessandro Varela, que seria meu repórter naquela cobertura inaugural.

Programação extensa, alguns grandes escritores, obras essenciais, sessões de autógrafos e a nossa primeira missão era delegar quem e que eventos seriam nossa prioridade.

O clima começou tenso, mas os palavrões e o meu fingido mau humor aliado à sem igual inteligência do meu irmão Varela antecipava que aquele trabalho seria um sucesso.

E, passada a tentativa do programador Flávio Bernardi de derrubar as iniciativas dos estudantes em prol da música programada – e mal – por ele, nos saímos bem.

E, na Feira, ao fazer contato com o locutor e grande irmão Gabriel Izidoro, soube da existência de um projeto intitulado Programa do Terrível Homem Mau.

A primeira edição fora transmitida em meio àquela Feira do Livro e, diante do fato de que eu imitava algumas personalidades locais e de que já estava adaptado à produção radiofônica, logo fui chamado à me unie à equipe que tinha ainda Douglas Lunardi, Neemias Freitas e Euclides Bitelo. Foi, talvez – quem sabe – o primeiro e único programa de humor da emissora.

No próximo post lembrarei essa fase.

Anderson Passos