Volta à Ilha

Depois de longo hiato, volto a esta Ilha. E começo por publicar uma crítica do show do gênio Benito Di Paula, que encerra sua temporada no Bar Brahma neste sábado (27). Ei-la:

Em família, Benito Di Paula se despede do Bar Brahma

Sucesso nos anos 70, quando explodiu com clássicos como Meu Amigo Charlie Brown e Mulher Brasileira, Benito Di Paula se despede de uma curta temporada de apresentações no Bar Brahma da esquina famosa da Ipiranga com São João, no coração do centro de São Paulo no sábado (27).

A estreia, na terça-feira passada (23), foi uma noite para fã nenhum botar defeito. O abre alas foi Bandeira do Samba, homenagem a Ataulfo Alves, mas que praticamente sintetiza a trajetória de Benito, que ganhou novo impulso em 2009 com o lançamento do primeiro DVD de sua carreira.

Aliás, na interação com a plateia, que teve espectadores de pé dada a lotação esgotada da primeira noite, Benito Di Paula dá outro show de humildade. Sobre a casaca rosa vestida no DVD, brinca que não pagou a vestimenta ainda e, irmanado com seu público, cede o microfone para uma fã entoar Violão não se Empresta a Ninguém enquanto a executa ao piano.

O músico surpreende ainda ao interromper de súbito a execução de Vai Ficar na Saudade para dizer que “Elvis Presley não morreu” e encaixar no arranjo Love Me Tender, sucesso do Rei do Rock.

No show, Benito rege seus corais feminino e masculino da plateia, que cantam com ele cada canção. Passada a primeira hora do espetáculo, ele chama ao palco o filho Rodrigo Velloso que, ao piano, relembra clássicos do pai num tom bastante acima do original. No dueto, onde Benito Di Paula devolve suas canções ao tom original e Rodrigo traz nova roupagem, estão sucessos como Retalhos de Cetim, Ah, Como Eu Amei, entre outros.

O show também rende homenagens a Emílio Santiago, falecido em março último, enquanto Sanfona Branca, dedicada originalmente ao rei do baião Luiz Gonzaga foi dedicada a Dominguinhos, que falecera naquela data.

Anderson Passos

Tigradas em grande estilo

Sempre fui um crítico feroz do meu irmão mais velho Everson Passos no que tange às suas exageradas coleções de carrinhos, soldados de chumbo, trens, motos, o diabo. Mas parei, não posso mais.

Digo isso pois que eu, que começara com uma modesta coleção de bonecos do South Park, agora tremo em cima dos sapatos ao constatar que me espaços rack, antes ocupado apenas pela televisão e pelo codificador da TV Digital, lotei o “estacionamento” e o “palco”.

A dizer do estacionamento, são nove miniaturas da Harley Davidson e três carros – um Mustang, uma Lamborguini e um Dodge. Está a caminho um Mercury 1951, uma da atrações do oitocentista Stallone Cobra.

Mas eu disse de palco e agora encerro: já faziam parte dele miniaturas do Exterminador do Futuro e uma estupenda obra de arte, um Al Pacino à la Scarface de 30 centímetros. Pois no último final de semana se juntaram a ele um Elvis Presley Comeback 68 e também se incorporará à trupe Sir John Lennon. E um visita, o amigo velho Danilo Schneider ainda me oferece uma miniatura do colossal Muhamad Ali.

Difícil será prestar atenção à TV em meio a tantos astros.

Anderson Passos

Ainda o Elvis

Há algumas semanas, enquanto a febre Elvis Presley estava em alta graúda, lembrei o meu irmão Orlando Diana Jr de um filme produzido pela HBO que revelava a vida do nosso herói do início da carreira até a véspera das turnês em Vegas.

O nome do filme não me vinha de jeito nenhum, mas o seu Youtube fez o serviço e cá está ele. Aqui, o telefilme editado em três partes se mostra numa única edição. Para quem gosta, um belo achado.

Anderson Passos

Elvis in Concert

Nos últimos dois meses, me mobilizei junto aos meus parcos canais para ver se conseguia um ingresso para assistir ao Elvis In Concert no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Mas dizer que me esforcei por esse tempo todo, reconheço, era forçar a barra.

Ao saber que um ingresso poderia custar R$ 800, desisti de vez tendo em vista que eu jamais teria esse dinheiro. E o anúncio do jornal ainda me estapeava a cara: os R$ 800 eram uma oferta imperdível. Perdi, claro.

Consolei-me indo à exposição Elvis Experience, relatada neste humilde blog. O tempo foi passando, o trabalho tomando boa parte do meu tempo e sublimei o assunto em algum lugar do meu inconsciente.

Há duas semanas, no entanto, o meu irmãozão Orlando Diana Júnior, o Orlandinho, escreveu-me dizendo que tinha dois ingressos e me perguntando se eu faria o sacrifício de acompanhá-lo. Só deus sabe o que vibrei e chorei.

Daí que, na última terça-feira (9/10) à noite, lá estávamos nós no Ibirapuera, sob o patrocínio da nossa mama Walkyria Diana, que presenteou o Orlandinho com os bilhetes pelo aniversário dele. Volto aos dois ao final.

O show é eletrizante. Abre com o arranjo de Assim Falou Zaratrusta, trilha de 2001, Uma Odisséia no Espaço e uma explosão de luzes que leva à See See Rider. O telão exibe Elvis à beira do palco como a cumprimentar a fileira da frente.

Parte da banda é a mesma que acompanhou Elvis nos cassinos de Las Vegas nos anos 70. James Burton, 73, empolga nos solos. A primeira parte da apresentação tem precisamente uma hora.

Após 40 minutos de intervalo, a trupe volta: e com eles os sucessos Suspicius Minds, My Way, Polk Salad, entre outros. Em My Way contive o choro no osso do peito. Can’t Help Falling in Love fecha a apresentação espetacular. E o aviso da banda, de que Elvis Has Left Building, ou tinha ido embora, era a senha também para o público partir.

Eu e Orlandinho saímos do ginásio acompanhados do único famoso que eu identificara na plateia: o cantor Angelo Máximo. Diós mio.

Volto aos Dianas. Antes da apresentação, o ator Cássio Reis subiu ao palco para elogiar os patrocinadores da empreitada. Donde disse ao Orlandinho:

“O meu aplauso vai só para Walkyria Diana”.

Sim, porque quem gastou com os ingressos foi ela. Porque quem leu meus posts no Facebook emocionados por ver a exposição foi ela. Porque ela e Orlandinho foram responsáveis por um dos shows mais importantes da minha vida. Porque, por mais que eu me esforce, eu jamais poderei traduzir em palavras o quão bem e feliz eles me fizeram.

Mama Wal, receba de joelhos, o meu mais humilde tributo. E você, Orlandinho, o meu mais forte e vibrante e emocionado abraço.

Anderson Passos

Feriadon (3)

Eis um dos primeiros registros do Rei do Rock pela Sum Records. A foto é de autoria de Orlando Diana Jr

Já na entrada da Elvis Presley Experience você vai parar numa espécie de arquibancada onde um vídeo de aproximadamente cinco minutos revê a carreira do Rei do Rock. Tudo ao som de uma cuidadosa versão de Suspicius Minds. Arrepiei, quase chorei. Mas aguentei no osso do peito, em bom gauchês.

A seguir, o visitante é apresentado a Tupelo, cidade natal do ídolo. Ali naquele espaço, há replicas da casa onde ele nasceu em 8 de janeiro de 35, boletins escolares e fotos, muitas fotos.

No espaço seguinte, chegamos a era das primeiras gravações e da descoberta por Sam Phillips, da gravadora Sum Records, da estrela nascente.

Ali estão conservados os primeiros acetatos do Rei. Arrepia, não se tenha dúvida. O estúdio está ali cuidadosamente reproduzido. As primeiras gravações estão no ar.

Anderson Passos

Feriadon (4)

De repente, um telão de LED de uns três metros de altura por um de largura exibe Elvis no especial para a TV Coming Back 68 interpretando If I Can Dream. Atrás do telão o figurino do número está ali conservado.

Infelizmente só faltou o Rei dentro da roupa para cantar ao vivo para os súditos. A foto é de Orlando Diana Jr

A seguir, vieram os carros, os macacões, os presentes – dentre os quais luvas de boxe douradas autografadas por outro rei, o do pugilismo, Muhammad Ali – a loja e seus caros souvenirs.

E eu e Orlandinho só acordamos isso: a nossa Meca é Graceland e temos que ir até lá. Assim que a grana nos sorrir, cumpriremos a promessa.

E tinha mais feriado pela frente. Que bom.

Anderson Passos

Feriadon (2)

Diante do caos para sair na cidade, durante a semana eu combinara com o meu irmão Orlando Diana Jr de irmos a Elvis Presley Experience, que desembarcou recentemente na cidade.

Inicialmente, o ingresso custava R$ 200 e eu imaginava que o Orlandinho ia querer comprar o pacote mais completo. Quer dizer, o mais completo custa R$ 1 mil e quem custeasse isso seria apresentado aos itens da coleção pela viúva de Elvis em pessoa: Priscilla Presley.

Resultado: compramos um ingresso de R$ 100. E, no próximo post, conto como foi a jornada.

Anderson Passos