Raridade literária

Há algum tempo procurei o livro sobre o centenário do Fluminense, editado em 2002, mas sem sucesso nas primeiras buscas, desisti. Um dia, numa conversa com meu irmão, Everson Passos, ele sapecou-me que tinha a obra.

Um tempo mais tarde, como meu irmão tivesse de viajar para o sul, recomendou que eu procurasse entre os tantos livros dele, que eu procurasse a obra. Procurei sedento e nada.

Até que recentemente, achei a obra e na noite de quarta-feira (20) apanhei o livro e comecei a deliciosa leitura. Primeiro, de trás para frente, folhei uma a uma as páginas para ver o roteiro da obra. Passei pelo título carioca de 1995, com Renato Gaúcho fazendo gol no rival Flamengo; pelo primeiro Brasileirão – e único título registrado na obra – vencido diante do Vasco da Gama até que fui ao começo.

A obra remonta o Rio de Janeiro dos anos 1800 até a reunião de 1902 que quase fundou o Rio Footbal Club no lugar do Tricolor das Laranjeiras. Não houve acordo, que veio no encontro seguinte e com a fundação do Fluminense, que tinha no primeiro uniforme o cinza e branco.

Os primeiros relatos mostram ainda a fundação da primeira sede, na Rua Guanabara, em Laranjeiras e a cisão de um grupo de jogadores que, já campeões estaduais com o Tricolor, romperam com a diretoria e fundaram o Flamengo.

Daí veio o primeiro Fla-Flu, o Tricolor desfigurado contra o poderoso Flamengo, base do time campeão estadual. E pasmem: o Flu venceu a peleja por 3×2 com o tento de desempate sendo assinado aos 32 da etapa final. Na época, cada tempo d jogo era disputado em 40 minutos.

A leitura avança, cada vez melhor. Em tempo conto mais.

Anderson Passos

Solidariedade rara (1)

Como atleta, sempre gostei do argentino Barcos. Jogaria fácil no meu Fluminense, ainda que fosse um pega pra capar a busca pela titularidade com Fred. Mas não é o futebol que vem ao caso.

Dia desses, uma pequena torcedora do Grêmio, Gabrieli Van Oudheusden Medeiros, de apenas 3 anos e, tristemente diagnosticada com leucemia, ficou conhecida pelo País afora ao vestir, no leito do Hospital Universitário de Santa Maria (RS), a camisa do clube do coração e comemorar, a la Barcos, como o pirata artilheiro, um gol imaginário. A pequena guerreira só queria uma coisa: a visita do avante.

E eis que o craque, de grande coração e sem nenhum alarde, foi até a pequena e, de ver a imagem, meu coração ficou em festa. E, felizmente, ainda haveria mais.

Anderson Passos

Futebol e cadeia

O torcedor corinthiano que arremessou um sinalizador que marcou um torcedor do San José boliviano na noite desta quarta-feira (20) em jogo pela Libertadores, deve pegar uma cana duríssima. Um escroto desses não precisa voltar para o Brasil jamais.

Assim como Paulo César Oliveira, árbitro e ladrão de quatro costados, que garfou o Fluminense no jogo contra o Grêmio no Engenhão. Deve-se muito a esse cidadão o resultado negativo de ontem, aliado a certa incredulidade do Tricolor das Laranjeiras ante os gaúchos.

Anderson Passos

A seleção e o combate ao desencanto

Ouvi aqui e ali no noticiário esportivo que Mano Menezes vinha conseguindo dar à Seleção Brasileira de Futebol um padrão de jogo. Se alguém acha que enfrentar seleções como China e outras menos expressivas é sintoma de padrão de jogo estamos lascados.

Mano perdeu a mão ao não ousar no torneio olímpico de futebol e não escalar o ataque brasileiro com Lucas e Neymar. Teimoso, Mano não deu ouvidos ao óbvio ululante. E, recentemente, caiu.

Acho Adenor Bachi, o Tite, uma fraude. O novo treinador deve ter pulso e o perfil se aproxima muito de Luiz Felipe Scolari e Muricy Ramalho. O primeiro, depois de já ter ganho o mundial de 2002, talvez não volte, ainda que esteja desempregado. O segundo foi sondado uma vez e teve a honra de cumprir seu contrato. À época, Muricy treinava o glorioso Fluminense.

Fala-se em Pep Guardiola, o mago que levou o Barcelona à consagração na Europa. Não sei se os cartolas brasileiros ousariam tanto, mas torço por essa alternativa. Antes, ainda, no entanto, é preciso defenestrar da CBF o senhor canastrão Andrés Sanchez.

O meu sonho era que a Dilma, a Polícia Federal, o Ministério Público entrarem nesse vespeiro e arrancar toda a vagabundagem que “supostamente” trabalha na entidade.

Anderson Passos

O tetra do Fluzão

Não dei uma só palavra sobre o tetra campeonato do Fluminense. Não o fiz apenas porque seria injusta qualquer palavra. Os números que o clube atingiu nesta que já é a melhor campanha da história do Brasileirão em pontos corridos fazem virar poeira opiniões a favor. Quem dirá as em contrário.

Importante agora é falar do futuro. A base do time comprovadamente é boa e, ao que diz o noticiário, o patrocinador está disposto a investir mais e mais na qualificação do time. Já disse aqui que não gosto de Abel Braga, mas do a mão à palmatória e digo que é preciso mantê-lo. É preciso ainda evitar o desmanche do time campeão. Já venderam o ala direito Wallace. Que fique nisso. E que venha mais uma Libertadores no horizonte tricolor.

Anderson Passos

Odone fanfarrão

O Grêmio tem um presidente craque em fanfarronice. Atende pelo nome de Paulo Odone. E, quando qualifico como fanfarrão, não é exagero. Basta ver.

Não tem muito tempo o Roberto Assis Moreira leiloou o irmão, Ronaldinho Gaúcho, entre vários clubes. Conversou com Palmeiras, Flamengo, Grêmio e mais meio mundo. Eis que o seu Odone, num ato de arrogância que se tornou piada, pôs caixas de som em torno do Olímpico (estádio do tricolor gaúcho até dezembro, já que terá nova arena) e Ronaldinho e Assis deram um belo olé e foram parar na Gávea.

Com a briga de Paulo Henrique Ganso com o Santos, lá foi o Odone tentar levar o meia para Porto Alegre. Se pôs as caixas ou não deu tempo, não sei. Fato é que o São Paulo ficou com o atleta.

Pobre Odone: fala, fala, fala, fala e não resolve nada.

Anderson Passos

Flu, assim você mata o papai

Apesar da derrota para o lanterna Atlético Goianiense, em casa, por 2×1, numa atuação ridícula do Tricolor das Laranjeiras, na rodada do final de semana que se foi, eu ainda deposito fé no título do Brasileirão este ano.

Isso porque temos elenco. Afinal, sem Deco, sem Fred, que são jogadores estratégicos e caros ao time, a equipe vinha dando conta do recado. Num campeonato de 38 rodadas, a derrota viria. Não gosto das circunstâncias em que aconteceu, mas paciência. Agora é ligar a secadora contra o outro Atlético, o Mineiro, que felizmente também não somou pontos contra o Náutico.

Anderson Passos