O problema é o jockey

Outro dia cravei aqui neste blog que iria abandonar os planos de considerar o Fluminense como aspirante ao título brasileiro. Cheguei ao acinte de cravar minha torcida pelos cruzmaltinos.

Continuo com a tese, apesar da vitória do Tricolor das Laranjeiras por 2×1 diante do Internacional em pleno Beira-Rio.

Tudo porque o Fluminense de 2011 é enganador, no sentido de que consegue uma vitória triunfal e, já na rodada seguinte, é capaz de perder um jogo ganho.

Apesar de o elenco ter ganho o acréscimo de um Rafael Sóbis – que tem feito gols importantes na ausência de Fred – as ousadias ofensivas do senhor Abel Braga são de assustar e não dão segurança ao mais inflamado tricolor.

Vou torcer bem intimamente para que, até a 38ª rodada, o Fluzão me dê motivos suficientes para acreditar no título.

Anderson Passos

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Novas profissões

Essa notícia eu colhi no final de semana na Agência Estado e dá conta de que dois ídolos do Boca Juniors migraram dos gramados para o cockpit.

Martín Palermo e Pato Abbondanzieri estrearam no domingo passado (4/9) na Top Race Series, uma categoria de carros turismo argentina.

Apesar do desempenho nada animador nos treinos, o ex-goleiro, que passou pelo Internacional de Porto Alegre no ano passado, terminou a prova no autódromo Juan y Oscar Gálcez, em Buenos Aires, na 15.ª posição. Palermo cruzou a linha de chegada em 18º.

Se a dupla tem futuro no automobilismo portenho, ainda não se sabe. Mas os progressos são dignos de nota. Na sexta-feira, no primeiro treino livre, Palermo tinha conseguido um tímido e quase desastroso 34º tempo entre 35 pilotos enquanto Abbondanzieri marcou o 25º tempo.

No sábado, o arqueiro conseguiu o 17º posto e o ex-centroavante conseguiu o 27º.

Reunindo pilotos novatos, muitos recém-saídos do kart, a Top Race Series é a segunda divisão da Top Race V6, que, por sua vez, é apenas a terceira principal categoria de carros de turismo na Argentina.

A temporada da Top Race Series terá mais quatro etapas, a próxima delas no dia 25 de setembro, na cidade argentina de Paraná.

E o blogueiro ousa perguntar: que ídolo do seu time você mandaria tentar a sorte num autódromo?

Anderson Passos

Dá-lhe Peñarol

Embora a paulistada me pareça ter uma antipatia febril pelo futebol jogado nas imediações do Rio da Prata, em especial por argentinos e uruguaios, eu quero dizer que abomino o futebol bailarino. Balé pra mim só em filme ou no teatro. O resto é conversa mole.

E tanto é assim que eu vou torcer, como torci na Copa, para os uruguaios do Peñarol na final da Copa Libertadores da América diante do badalado Santos.

Afinal, depois de estarem praticamente fora da Libertadores, os uruguaios conseguiram o improvável derrubando o Internacional – depois de um amargo empate por um gol em seus domínios – e, como se tudo isso não bastasse, eliminou o temido Velez Sarsfield, da Argentina.

Assim, por ter tirado do páreo dois virtuais campeões da competição, vou de Peñarol e vou de Uruguai esta noite.

Anderson Passos

Pra não dizer que não falei de flores

A rodada da Taça Libertadores da América que derrubou nada menos que quatro brasileiros (Internacional, Grêmio, Fluminense e Cruzeiro – o primeiro e o último em casa) se explica por algumas razões.

O Grêmio não devia nem ter viajado ao Chile, haja vista que já saiu do Brasil perdendo por 2×1 para os adversários.

O Cruzeiro, por ter ganho fora, achou que eram favas contadas. Então Roger foi expulso sob o olhar terno da gostosa Deborah Secco. E o mundo caiu para a Raposa, que voltou para sua toca.

O Internacional, pelo fato de ter aberto a contagem antes do primeiro giro do relógio, entendeu que a galinha estava morta.

Por último, entendo que o Flu teve dois problemas pontuais: uma cotovelada em Fred, que poderia redundar na expulsão do defensor adversário, simplesmente ignorada pela arbitragem. O outro fator atende pelo nome de Ricardo Berna, que aceitou dois arremates de longe com uma boa vontade papal. Bons times começam por bons goleiros e este não é o caso do Fluzão. Não entendo porque Diego Cavalieri que é, sabidamente, mais completo, não foi para debaixo das traves do Tricolor das Laranjeiras. Uma lástima.

Anderson Passos

Batendo couro

Sigo em Porto Alegre. Enquanto do lado colorado o clima é acabrunhado, entre os vizinhos da minha direita – onde moram gremistas doentes – há uma aura de felicidade indisfarçável com a eliminação do rival Internacional do Mundial de Clubes da Fifa.

O fato novo é que, se antes, a coisa ficava apenas no campo da galhofa, os vizinhos gremistões promoveram uma revolução comportamental e religiosa.

A coisa começou quando o jovem Fábio se aninhou com uma mocinha que morava a metros de nós. Eu ainda morava por aqui quando me disseram que a moça frequentava uma casa onde se davam sessões graúdas de candomblé.

Um tempo depois, eu já me preparava para embarcar em definitivo para São Paulo quando um amigo em comum cochichou-me.

– O Fabinho está batendo tambor lá no batuque.

Corta para o tempo presente: hoje o templo de candomblé parece meio itinerante pois que uma ou duas vezes na semana a macumba come solta bem ao lado da minha casa. Enquanto isso, do lado colorado, tem um que toma umas biras e incorpora um Exu dos bravos.

Ainda não tive o “privilégio” de ouvir dos vizinhos da direita os atabaques, a gritaria, os santos e demônios “subindo ou descendo”, como se diz. Mas imagino que uma pacificação seja possível entre os dois lados: basta que o Exu colorado faça uma visita ao templo dos tambores gremistas. Quem sabe uma caçhacinha para brindar…

O problema é que a pobrezita da minha mamita acaba morando entre essas duas fortalezas do barulho. Eu sou capaz de dar um passeio nos dois lados para ver qual deles me canta os números da Mega Sena para a minha família sair desse inferno à jato.

Anderson Passos

Silêncio sepulcral

Quando ainda morava em Porto Alegre convivia com o barulho infernal dos meus vizinhos colorados que moravam à minha esquerda.

Liderados pelo Carlão Pavarotti, a turba de mais ou menos 50 pessoas entre cachorros, crianças, papagaios e beberrões promovia churrascadas nababescas sem motivo.

E houve período em que a fumaça da churrasqueira da grande família lançava sua fumaça dentro do meu quarto. Mas a música, preferencialmente pagode de procedência duvidosa, mais Alcione, a Marrom, era outra marca registrada daquele tempo.

Motivo para churrasco não faltava: um dia o Rubinho Barrichello ganhou a primeira corrida de sua carreira na Ferrari e o Carlão, vendo aquilo, fez foguetório, churrascada e o diabo a quatro mais.

Mas a consagração se dava quando o colorado entrava em campo. A partir de então pobres dos meus ouvidos, do meu cérebro.

Pois eis que cheguei aqui e, fora o alarido da cachorrada no terreno do Carlão, o silêncio que imperava era assustador. Logo entendi que a causa daquele comportamento seria a vitória do surpreendente Mazembe sobre o favorito Internacional (2×0), pelo Mundial de Clubes da Fifa, que tirou o time do Beira-Rio da disputa.

De repente, ouvi uma voz: era o Carlão dizendo algo como “ainda bem que eu não vi aquela palhaçada”.

Ao que parece a era de churrascos nababescos na casa do Carlão sofreu um grave revés nesses dias. Mas não comemoremos que o final de semana está próximo demais.

Anderson Passos

Recessinho

Estou em Porto Alegre onde resgatarei minha mãe para uma viagem a São Paulo, a fim de conhecer a metrópole e as pessoas que nela me acolheram.

Com isso, até o dia 22 de dezembro, reservarei espaço para rever os amigos de muito distantes e promover outros encontros mais.

Depois disso o blog retomará suas atividades normalmente. Quer dizer, já tem um post sobre os meu vizinhos colorados e ainda dos vizinhos gremistas, hoje convertidos em batuqueiros entusiastas. Mais ainda agora com essa queda do Internacional no Mundial de Clubes para um clube africano.

Aguardem…

Anderson Passos