Tiros, tiros

As balas estão chegando cada vez mais perto. Na última quinta-feira (6), tiros abateram dois homens bem na rua da redação onde trabalho. Só fomos conhecer o fato ao, via internet, sintonizar o Datena ou coisa assim e lá estavam os presuntos.

Não muito longe dali, ora na região central ora na região da Avenida Paulista, manifestantes se voltaram contra o valor de R$ 3,20 na passagem de ônibus e depredaram e pararam o trânsito. O resultado é que a Tropa de Choque da Polícia Militar foi a campo e o que se viu foram mais tiros e confusão.

Os contrários à alta da passagem prometem voltar às ruas hoje. Prometem trancar as ruas hoje, quando o sujeito que pega o buzão às 4h sonha em tornar a volta para casa menos dolorida. Lamentável.

Anderson Passos

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Revellion e enchente

No revellion lá fui eu a Cotia, encostadinho em São Paulo para, a convite da onipresente Marina Diana, acompanhar e festejar a passagem de ano.

Ainda que lá tenha chegado na sexta-feira (30/12), um vizinho exultante disparava fogos de artifício sem intervalo. O resultado disso foi uma crescente irritação, pois que os cachorros da casa, Rebecca e Suzi, em especial, se apavoraram.

No dia seguinte, a véspera do ano novo, fez-se mais onipresente que a Marina a chuva, que quase sem intervalos caiu sobre a grande São Paulo.

Depois de dar uma força nos afazeres da casa ao longo do dia, eis que veio a noite. Banhei-me lá pelas 22h e pus a minha nova camisa do Fluzão, a espera da hora da virada.

Os foguetes do vizinho maldito continuavam e, de repente, passaram a explodir bem em cima da casa dos meus cicerones. Então eu e Ferdinando, marido da Marina, fomos tentar saber quem eram o tal vizinho. Antes de pressionarmos a dupla, um zelador do condomínio atendeu a chamado de outra moradora e alertou os cretinos sem que precisássemos sujar as mãos com as vísceras deles.

Chegando na casa, caiu um temporal graúdo e um alagamento no costado da garagem colocou-nos em alerta. O nível da água subia rapidamente e poderia invadir a sala causando prejuízos consideráveis e esculhambando a nossa ceia.

Ferdinando, de repente, estava na chuva tentando desobstruir o encanamento. Em vão.

Minutos depois embrenhei-me também na tarefa de verificar que ralos estavam entupidos e quais poderíamos salvar para mudar aquele quadro preocupante, até que chegamos à mais drástica conclusão: seria preciso furar um muro de contenção para fazer a água, a esta altura subindo pelos tornozelos, escoar.

Com um martelo e um pedaço de ferro, que mais parece um prego gigante – não sei o nome do instrumento – Ferdinando então começou a produzir o “túnel”.

Nisso o vizinho fogueteiro maldito disparava mil foguetes de novo enquanto eu lhe amaldiçoava graúdo com milhares de palavrões e xingamentos. Sim, fogueteiro bom é aquele que perde os membros, ao menos para este cronista.

Volto à chuva torrencial: a situação era tão feia que nem brincar de Datena eu conseguia. A brincadeira consistia simplesmente em imitar o apresentador em meio às enchentes que assolam São Paulo todo dia a cada verão.

Quando a missão parecia ser de sucesso improvável, sugeri o uso da picareta. Mas, quando cheguei com o instrumento, o buraco estava feito e, felizmente, a água passou a escoar com grande velocidade, o que salvou a noite.

Acabamos brindando a noite com uma especialíssima Chandon, comigo a bordo de uma taça pois que a trabalheira ao longo do dia foi graúda.

Que o próximo revellion nos seja mais generoso ainda em saúde e menor broncas para resolver.

Anderson Passos

Habemus TV

Ao longo dos mais de 600 textos publicados neste Ilha de Concreto já devo ter feito um título semelhante. Mas o assunto é novo, creiam.

Ocorre que há quase um mês o conversor digital da minha TV – que é externo e não embutido – que vinha já rateando após apenas dez meses de uso, pediu água. E assim, fiquei sem acesso à TV aberta desde então.

Até pedi para o vizinho que instalou o aparelho verificar se alguma salvação havia e coube a ele o diagnóstico definitivo e irrefutável:

– Já era.

Achei que aguentaria ficar somente com o rádio por longo tempo. No entanto, sem telejornais, suas notícias e minhas musas, eu meio que me sentia órfão.

Daí que, agora que a possibilidade de trabalhar praticamente ao lado de casa finalmente chegou, decidi ir à caça de outro aparelho similar nesta quinta (20/10) na Terra Santa ou, para quem não liga o nome aos bois, a região da Rua Santa Ifigênia, meca dos eletrônicos baratos e, às vezes, bons.

Cheguei em casa e, vendo que embora a marca fosse diferente, o fabricante devia ser o mesmo pois que as entradas e saídas para os cabos era idêntica. Assim, apenas substitui a caixa do codificador com defeito pelo novo e viva.

– Habemus ibagens – gritei já sintonizando os canais correndo. E tão logo tinha algo para assistir e lá estava eu migrando para o glorioso Datenão.

Vejamos por quanto tempo resistirá o novo aparelho.

Anderson Passos

Presidente Datena

Depois que o Datena deu uma volta no bispo eu voltei a virar seu fã mais do que incondicional. Abaixo, publico entrevista recentemente concedida por ele à Ana Carolina Rodrigues, do Estadão.

‘Olham na minha cara e já me associam com tragédia’

ANA CAROLINA RODRIGUES
Pai de cinco filhos, avô de três netos e casado há 34 anos com a famosa dona Matilde, José Luiz Datena, de 54 anos, está em uma fase mais tranquila. Datenão – como ele se refere a si mesmo – sai pouco e quer deixar, em breve, os programas policiais. Em uma hora de conversa, na sala de sua casa, em Tamboré (SP), ele mostrou que continua o mesmo em um aspecto: gosta de falar, e muito, sobre tudo e todos. Até sua conturbada saída da Record, menos de dois meses após deixar a Band, para onde retornou, entrou no bate-papo. Assunto que diz querer evitar.

A Record quer cobrar uma multa por sua saída. O que acha disso?

Eu acho que quem tem de pagar é a Record. Saí de lá porque os caras estavam me censurando. A emissora tem muito mais dinheiro que eu. Não estão construindo um templo de Salomão, que é maior que o estádio do Corinthians?

O que mudou na Record no tempo que ficou fora dela?

A Record quer ser a Globo e aí f… O bispo Gonçalves (Honorilton Gonçalves, vice-presidente do canal) agora fica em um lugar que você tem de apertar botão para entrar. Para conversar com o cara, tem de ser espião, ter curso na CIA. Na minha época, eu subia na sala dele toda hora. Eles podem virar a Globo, mas falta muito.

Você disse que quer apresentar o ‘Brasil Urgente’ por só mais um ano. E depois?

Acho que é muito. Gostaria de apresentar por menos tempo. Mas é importante para a grade da emissora. É quase uma utopia a Band me tirar do horário, mas vai chegar um ponto que não vai ter mais jeito.

Você já foi ameaçado?

Ameaçado, eu sou sempre, mas não ligo para ameaça. Quem quer matar não ameaça.

Que tipo de ameaça recebe?

Todo tipo. Carta que a polícia intercepta, telefonema. Há muito tempo, me ligaram e fizeram uma bem concreta. Sabiam o nome dos meus filhos e onde eu moro. Mas o problema não é esse. O problema do ‘Brasil Urgente’ é que eu acho que já cumpri minha função nele. Eu cansei de ser o arauto da injustiça social do País.

Você não teme ameaças. Mas tem medo do quê?

Eu tenho medo de tudo, inclusive das ameaças, mas não a ponto de me paralisar.

Você tem segurança particular?

Não, não tenho.

Nunca andou com um?

Andei por uma semana com um que a Band arrumou porque disseram que o PCC queria me matar.

Você é do tipo que sai à noite?

Não. Trabalho muito e tomo alguns remédios que me deixam desgastado (ele fez uma cirurgia no pâncreas para retirar um tumor benigno há cinco anos). Então, prefiro e gosto de voltar para casa. Quase não saio.

Consegue ir a supermercados, lugares triviais?

Na fase da dureza, adorava ir a supermercado. Hoje, não dá mais, primeiro pelo fato de trabalhar, segundo porque muita gente vem falar com você. E eu dou atenção. Acho falta de educação não atender.

O que as pessoas te falam?

Comentam sobre assuntos do programa, falam de denúncias. Aí não dá. Você vai pegar uma margarina e o cara vem e fala: ‘Olha, Datena’.

As abordagens são só amistosas?

Uma vez, em um restaurante, fui no banheiro, voltei e um cara me disse: ‘Você me deve uma’. Eu já medi o cara para dar uma cabeçada nele, sabia que não era coisa boa. Ele falou assim: ‘Eu sou o cara da chácara de onde escaparam os seis Rottweiler (que atacaram uma criança). Você disse que eu sou assassino. Eu não sou’. Respondi: ‘Você não é só um assassino, como é um canalha’. Empurrei o cara, aí separaram. Um pouco por isso prefiro não sair muito.

Por que você não sabe como reagir a algo assim?

Se o cara vier dar uma porrada, vou dar uma porrada também.

E como você se diverte?

Diversão, para mim, hoje em dia é ler, estar com minha mulher, com meus filhos. Chega um momento que você tem de desacelerar.

E você está nesse momento?

Acho que estou. Estou procurando fazer menos, curtir mais. Ser feliz não é ter posses. Precisei ganhar dinheiro para aprender. Por isso que estou cagando para a Record me cobrar multa. Admitamos que eles ganhem, se eles tomarem tudo o que eu tenho, e daí? Eu recomeço. Importante não é ter, é ser. Sou um cara legal. Não atrapalhei a vida de ninguém, a não ser de canalha, de corrupto.

Tem saudade da época em que era repórter esportivo?

Lógico. Foi a maior fase da minha carreira. Eu era tido como do bem. Hoje olham na minha cara e já me associam com tragédia. Por isso que metem o pau em mim.

Você já usou drogas?

Não, usei nada.

Nem experimentou?

Maconha. Usei uma vez e foi uma porcaria. Eu tinha 17 anos.

Você é contra a descriminalização da maconha?

Sou contra qualquer tipo de droga. Mesmo porque eu vivi isso na pele, com meu filho (Vicente, de 30 anos, foi viciado em crack durante a adolescência), mas não quero mais comentar sobre isso.

Como lida com as críticas?

Eu deixei de lidar com elas. Se falo de crime, sou sensacionalista. Se estou fazendo piada, dizem que é mau gosto. Sou um cara marcado.

Você disse que perdeu R$ 350 mil por mês ao deixar a Record. Seu salário é bem acima da média…

É. Deus sempre erra a meu favor.

Em que você gasta seu dinheiro?

Eu não gasto, eu compro coisas.

Como foi sua infância?

Foi pobre, não tinha mistura durante a semana. Mas foi legal.

Você é religioso?

Eu falo com Deus, mas não sou carola, de ficar indo à igreja.

O que mudou na sua vida depois de retirar o tumor no pâncreas?

Porra nenhuma. Tomo uns 12 comprimidos. Os médicos me salvaram, mas essa história de repensar a vida não existe. Eu tinha de fazer exames a cada seis meses e nunca mais fiz.

Mas por que não faz os exames?

Eu não tinha nada. Entrei em uma máquina e o cara descobriu um tumor no meu pâncreas. Vou procurar mais o quê? Mas espero que as pessoas não façam o que estou falando.

Você votou na Dilma?

Voto deixa para lá, mas estou achando ela do caralho. Nós precisamos ter uma presidente mulher para dar uma de macho. Nem o Lula, que foi um puta presidente, fez isso. É um começo legal, mas ainda acho pouco.

É casado há quanto tempo?

Há 34 anos, com dona Matilde. É meu primeiro e único casamento. Me separei dela e voltei. Nunca devia ter separado. Fiquei dois anos fora de casa e fiz dois filhos (com a jornalista Mirtes Wiermann). Hoje para levantar é uma dureza.

O sexo mudou com a idade?

Mudou. Eu tenho diabetes, então diria que hoje sou uma Minardi, mas já fui uma Ferrari.

Já usou Viagra?

Uso sempre. Peço pra Matilde comprar para mim. Eu tenho vergonha de pensarem: ‘Pô, esse cara não levanta mais o p…?’.

Anderson Passos

Datena

Eu nunca mais escrevi sobre o meu ídolo “Datena me dá ibagens” pelo óbvio ululante.

Considerei-me como audiência como que traído quando ele foi da Band para a Record.

E por que volto ao sujeito? Pelo óbvio ululante igualmente. Datena flagrou-se da burrada cometida e voltou para os braços da Band, mandando a Record para onde todo o fiel financiador da emissora deveria enviá-la. Para o inferno.

Dizem os entendidos que a entrevista concedida por Datena à Folha de S.Paulo, onde declarava amor eterno à emissora dos Saad e não descartava sua volta foi a gota d’água para os bispos safardanas que, a partir de então, vedaram que o Datenão pudesse conceder novas entrevistas.

Datena já deu o ar da graça na Band na última segunda-feira (1/8), quando ocupou a vaga de Marcelo Tas no CQC. Programa onde aliás apareci – isso me contaram porque não assisto a atração.

Dia oito ele reestreia na emissora do Morumbi. E espero que, até lá, a Band consiga convocar o comandante “Habilton” a rever sua estada na emissora de Edir Macedo.

Anderson Passos

Pizza no Datena

Os planos de viajar no feriado naufragaram antes de nascer. Conformado, eu passava de canal em canal na televisão e, em pleno feriado, dei de cara com o Datena na tela da Band no São Paulo Acontece.

Um programa leve, divertido, conduzido com maestria pelo Datenão. Lá pelas tantas, como o ex-jogador Denilson suasse por demais sob os braços, Datena chamou a atenção para o que chamou de “pizzaria do Denilson”.

Rolei de rir no sofá com essas e outras tiradas desse craque da TV. E meu feriado, que começara quase fúnebre, apesar do lindo céu na rua, teve traços de esperança e alegria emanados pelo Datenão.

Anderson Passos

O escudeiro do Datena no ar

Aqui vai uma matéria assinada pelo Roberto Vaz e publicada pela Folha On Line sobre o “comandangte Habilton”.

Comandante Hamilton vira repórter aéreo mais conhecido do país

Às 16h45 da última terça-feira, Hamilton Alves da Rocha deu partida em seu helicóptero, com câmera externa e capacidade para três pessoas. “Parece que teve troca de tiros na Dutra, com os caras fortemente armados”, disse. “Vamos para lá.”

A 150 metros de altura, acelerou a 180 km/h. Comunicou-se com a equipe de terra da Band: “Ô, Kleberson, se quiser mandar alguém, está tendo perseguição na Dutra.” Depois, comentou: “Como a gente tem muito contato na polícia, acaba passando as pautas. São mais de 20 anos nisso.”

Hamilton Alves da Rocha –o comandante Hamilton– é o repórter aéreo mais conhecido do país. Tem presença cativa, de segunda a sexta, no “Brasil Urgente”, apresentado por José Luiz Datena, na Band.

Caça engavetamentos, trocas de tiros e perseguições, como a ocorrida em São Paulo em outubro de 2010, que fez o programa alcançar 10,4 pontos de audiência –o dobro dos cinco pontos que tem em média (cada ponto equivale a 58 mil domicílios na Grande SP). Além disso, comenta, ao vivo, as cenas. “Sou formado em jornalismo”, explica.

Aos 54 anos, ele é sócio da Helicóptero Digital, empresa que possui dois modelos HD 44 News, equipados com câmera que amplia os objetos em 44 vezes. “Consigo filmar a placa de um carro.” Um novo custa R$ 1,5 milhão.

As aeronaves são estilizadas, com uma assinatura do comandante na lataria e duas pequenas TVs na cabine. Em uma, Hamilton acompanha o programa de Datena. Na outra, vê a si mesmo, filmado por uma microcâmera, para que, quando solicitado a aparecer, saiba como está o enquadramento.

Experiente, já trabalhou para Record, Rede TV! e SBT, onde começou, em 1986, no “Domingo Legal”.

O atual contrato com o “Brasil Urgente” permite que preste serviço a outras emissoras, desde que não apareça nos vídeos ou faça comentários. Normalmente, sobe no helicóptero acompanhado de seu filho Uan Gimenes Rocha, 26, encarregado das filmagens.

“Hoje é um dia com bastante turbulência”, comentou, passando sobre a Sala São Paulo. “Geralmente o clima é pior à tarde. Mas fazer o quê? É o horário da atração.”

Foi bruscamente interrompido pela voz de Datena, que já apresentava o programa: “Câmera no helicóptero! Quero saber a opinião do comandante Hamilton, que também é pai. O que você acha desse homicídio, comandante Hamilton?”.

“Isso é um absurdo, né, Datena?”, respondeu, de chofre, enquanto aparecia no ar. Em seguida, acrescentou: “Estamos chegando numa troca de tiros na Dutra”.

“Daqui a pouco, perseguição policial com o comandante Hamilton. Os bandidos estão na rua”, disse Datena.

Danilo Verpa/Folhapress

O comandante Hamilton Alves da Rocha, que se tornou o repórter aéreo mais conhecido do país, durante voo
VIETNÃ

Quinze minutos depois, Hamilton chegou ao local da ocorrência. Ao avistar dois helicópteros da polícia, avisou, pelo rádio: “Alô Band, sinal, sinal”. Foi a senha para que Datena o convocasse: “Abre a câmera aí que vou deixar o Hamilton à vontade. O melhor do ar! O melhor do ar no mundo!”.

Começou: “Datena, os bandidos estavam fortemente armados. Temos três corporações trabalhando juntas: Polícia Militar, Civil e Rodoviária”. “É isso que a gente quer ver, Hamilton. As policias trabalhando juntas”, respondeu Datena.

Subiu cerca de 100 metros acima dos helicópteros da polícia, que procuravam os suspeitos no mato. Passou a voar em círculos. “Se fico parado, não mudo o enquadramento, e televisão tem que ser dinâmica”, justificou.

Datena gostou: “Que coisa impressionante essa imagem! Parece Vietnã. O helicóptero da polícia voando bem próximo ao mato. Um voo considerado dificílimo, de alta periculosidade. Estão chegando cada vez mais próximos dos marginais. O crime está encurralado!”. Chamou os comerciais.

Hamilton aproveitou o intervalo para checar os sete canais de áudio que escuta ao mesmo tempo (equipe de terra, torre de comando, bombeiros, telefone celular e três da emissora). De repente, gritou: “Pegaram o cara ali. Acharam o cara. OK, Band? Acharam o cara”.

Assim que o programa voltou, Datena anunciou a apreensão, concluindo: “Nesses 12 anos em que eu apresento esse programa, não vi uma operação dessas. É digno de um filme. E demonstra que a sociedade está protegida. Essas imagens representam o bem vencendo o mal”. As cenas foram repetidas por quase uma hora.

Orgulhoso, Hamilton desligou o microfone e comentou: “Você viu que a gente derrubou um monte de matéria do programa?”.

Desviando de um grupo de urubus, completou: “Agora vou averiguar uma ocorrência na Zona Norte. Ainda temos uma hora e meia de combustível.”

Anderson Passos