Fantárdigo

Nunca mais tive coragem para assistir o Fantástico. Talvez eu tenha assistido flashes trocando de canal e só. Um dos últimos que assisti inteiro foi o dedicado a Ayrton Senna em 1º de maio de 1994, data da morte do piloto.

É verdade que, talvez, eu tenha assistido aos seguintes, já que ainda se tinha o Sai de Baixo e as pernas de Marisa Orth a seguir. Mas fato é que fui abandonando paulatinamente a atração até deixá-la de vez.

Numa crise de audiência que tem se prolongado nos últimos tempos, a Globo resolveu ousar e levantar a poeira do programa. Tirou o dançarino do ventre Zeca Camargo e a Renata Ceribelli e se embelezou com o talento da Renata Vasconcellos. Ceribelli será repórter do dominical em New York e Camargo despencou para o pior dos mundos: o Videoshow.

Somando tudo, digo que estou tentado a ver a Renata Vasconcellos no dominical. E esperançoso de que o Fantástico volte a seus melhores dias sob a batuta da musa.

Anderson Passos

Arrebenta, Izabella

Nunca mais encontrei a doce Izabella Camargo em pauta. Sempre que isso acontece é uma festa, há de concordar quem acompanha este blog há mais tempo.

Mas a dizer da falta de reencontrá-la, está tudo plenamente justificado. Izabella saiu da reportagem de rua – salvo equívoco desse cronista – para se tornar moça do tempo e daquelas de abalar multidões.

Outro dia eu acompanhava a reprise do Bom Dia Brasil e ói ela lá. Linda, precisa, voz estupenda e pronta para o improviso quando a tela com os mapas, impactada com a bela, não roda o programa.

É claro que a linda flor de Londrina, que ela tem um apego lindo à terra de onde veio, está sujeita a erros porque não é sempre que meteorologista acerta. E a bela Izabella deve passar trabalho com telespectadores mais radicais.

Mas, venha o que vier, tenho a Izabella Camargo como a mais fina flor global, com todo o respeito às demais. Que ela continue florescendo.

Anderson Passos

O Jornalismo respira

No final de semana que passou tive contato com duas produções que orgulham o bom jornalismo. Refiro-me às entrevistas da presidente Dilma Rousseff veiculadas pelo jornal Folha de S.Paulo, a cargo da competente Mônica Bergamo, e à entrevista com o Papa Francisco realizada por Gerson Camarotti e equipe da Rede Globo.

Da entrevista de Dilma, assusta o fato de que Lula nunca esteve fora do governo, ainda que ela tenha voltado a defender o plebiscito para a reforma política, sob o argumento de que há uma crise de representatividade.

Sobre Francisco e sua surpreendente humildade, Camarotti fez corajosos e pertinentes questionamentos sobre as mudanças na Cúria e os escândalos financeiros do Banco do Vaticano. E o Papa, corajoso, não fugiu de nenhuma pergunta.

Num tempo de jornalismo raso e pouca credibilidade – assim as ruas disseram em junho – as duas matérias veiculadas no final de semana são uma generosa injeção de ânimo em que não vê mais esperança na profissão.

Anderson Passos

Cléo Pires

Um dia, em visita a uma colega, ela sintonizou na Globo e pela primeira vez me deparei com a novela Salve Jorge. Cumpre dizer que não assisti a nenhum capítulo de sua antecessora, o fenômeno Avenida Brasil.

Mas voltemos ao encontro e direcionemos ao título. Os diálogos se mostraram uma bela porcaria e o que salvou o capítulo foi que, ao seu final, a exuberante Cléo Pires protagonizou uma sessão de dança do ventre que, vista por norte-coreanos e iranianos, não tenho dúvida, selaria quiçá a paz mundial.

Se a autora do folhetim, diariamente, brindasse o espectador com Cléo Pires dançando e sorrindo, até eu me renderia à novela. No mute, claro.

Anderson Passos

Izabella sempre

Recentemente fui convidado a ir numa pauta que, sabia eu de antemão, não renderia o que dela os meus superiores esperavam. Mas vida de empregado é assim, não se escolhem essas coisas e corri para o desafio de fazer brotar a notícia desejada.

Tudo que eu projetava se confirmou: o esgotamento, o empurra-empurra, o tumulto na coletiva e, claro, a pauta não redundou em nada mais importante.

Mas sempre tem um mas. E já na coletiva, tumultuada, ele já dava pistas. A musa, agora global, Izabella Camargo, lá estava, mas que infortúnio, longe da fonte cercada de microfones. Bem, não era hora de sofrimentos e segui em frente.

Já fora do teatro midiático que fora armado, conversava eu com minha colega de pauta quando a Izabella aproximou-se e, sapecando meu nome, em alto e bom som na sua voz radiofônica de silibados e respiração perfeitos, quase desabei de tão feliz.

Abracei-a efusivamente. Ato contínuo ela, com aquela humildade que trouxe e preserva da sua Londrina, no Paraná, agradeceu efusivamente à minha colega pela ajuda na tumultuada coletiva. Infelizmente não pudemos nos despedir devidamente, mas o fizemos via Facebook.

Izabella não sabe, mas salvou o dia.

Anderson Passos

O fim da rádio dos loucos

Quando ainda morava em Porto Alegre, vez em quando eu me pegava ouvindo a Ipanema FM, chamada nos anos 80 e 90 em especial, como a “rádio dos loucos”.

A emissora fora fundada por Mauro Borba, que mais tarde fundou a 107,1, a Pop Rock vinculada à Ulbra, de Canoas, ali do ladinho da capital gaúcha. Além do seu Borba, a rádio revelou para os gaúchos nomes como Kátia Suman, Mari Mezzari, o Alemão Vitor Hugo e o Carlos Eugênio Lisboa, o Cagê.

No entanto, na última semana, o José Luiz Prévidi publicou em seu blog que a emissora seria vendida para o Grupo RBS, afiliado local da Rede Globo.Também pelo Prévidi fiquei alarmado ao ler que apenas o Vitor Hugo e outros três valentes funcionários tocavam a emissora. Com a Ipanema, vai embora um tempo que não volta mais. Uma lástima. RIP Ipanema FM.

Anderson Passos

Osmar Santos

Criador de inúmeros bordões da locução esportiva contemporânea, Osmar Santos, narrador da Globo na Copa de 1986, sofreu um grave acidente automobilístico em 1994. Perdeu muita massa encefálica, ficou à beira da morte. Lutou, guerreou pela vida. E venceu.

Na semana que passou, tive a feliz oportunidade de ver o grande locutor cara a cara. Sempre “armado” de um sorriso confortante a animador, Osmar, que hoje se dedica à pintura, comoveu a todos os presentes.

Foi sozinho, amparado apenas por uma muleta. A timidez não me permitiu chegar até o grande locutor. Mas meu coração bate alegre inda agora enquanto escrevo agradecido pelo exemplo de vida e de obstinação.

Grazzie Osmar Santos!!!

Anderson Passos