Encontros e Desencontros (final)

Bem, se no posts anteriores eu disse de encontros, agora falo de algumas leves frustrações da minha viagem à terra do nunca (Porto Alegre).

Graças à TIM e a OI, a minha comunicação com os mestre Paulo Torino e Patrícia Weber ficou muito comprometida, senão inviável. Ocorre que a dupla, munida de meu fone fixo no sul e do meu celular de Sampa não conseguiu me encontrar. Nem eu a eles, pois que meu aparelho antigo devorara os contatos telefônicos deles.

Donde arrisquei: fui à casa deles na zona sul da cidade e dei com a cara na porta. Fiz isso posto que eles se dispuseram a me buscar em casa e eu não queria gerar essa epopeia farroupilha.

Da próxima viagem não passa, mestres.

Outra leve frustração foi não ter podido rever meus irmãos Douglas Lunardi e Andreia Fortis, que esperam para fevereiro o primeiro herdeiro. Ela em São Paulo – vejam só – e o meu amigo envolvido até o pescoço com trabalho e a reforma do quarto para o garoto que chegará. No dia do meu aniversário, Douglas escreveu-me saudando pela data, o que me comoveu de muito. E, se encontro não houve, vale dizer que o e-mail do meu irmão foi um gesto que fez o casal ficar mais próximo deste cronista.

A comunicação e a agenda em casa, preenchida por poucos parentes que lá de casa quase não saiam também me impediram de rever as minhas saudosas Roberta Lemes, Valesca Nunes, a família Izidoro – da gélida Caxias do Sul – e Fabiane Cristhaldo, a última ex-colega de uma Rádio Guaíba que nem de perto soa como a atual.

Que 2012, a agenda e os astros nos ajudem a me recuperar com eles.

Anderson Passos

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Isabela

Entre 2002 e 2004, ainda estudante de jornalismo, eu escrevia crônicas diárias que eram enviadas para um grupo seleto de amigos. De repente, durante a disciplina de Projeto Experimental em Televisão, na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), em São Leopoldo (RS), escrevi um argumento de um vídeo de ficção produzido a partir de um desses textos.

O resultado vai abaixo. Gostaria de creditar todos os que participaram desse desafio nesse texto, mas não posso deixar de agradecer aos meus caríssimos Alessandro Varella, Roberta Lemes, Douglas Lunardi, Andrea Fortis, Ana Maria Acker, Licéia Piovesan, ao locutor Marco Aurélio Mallmann e à inesquecível Luiza Carravetta, que tem maior responsabilidade nesse projeto ter saído do papel. Quanto aos demais, a quem sou igualmente agradecido, se a memória falha, os créditos finais vão me redimir.

Stellinha

Como sabem os cada vez mais raros leitores desse espaço, voltei a beber cerveja e, se nesse meu retorno “Mika Heineken” e Serramalte me encantaram de cara, eis que encontrei uma nova musa.

Stellinha – ou Stella Artois – tomou a liderança do ranking com um sabor único e cristalino. O meu amigo Gilsinho já me falara dela e Roberta Lemes, ao passar uns dias comigo em Sampa, me convenceu da supremacia da musa belga.

Ah muitas outras por saborear. Mas, por hora, Stellinha tomou a dianteira da preferência desse modesto blogueiro.

Anderson Passos

Sampa tour (Final)

Como Roberta esqueceu seus anéis na casa da onipresente Marina Diana, onde se dispôs a ajudar com a limpeza da louça, combinamos com Marina um novo encontro na Paulista em seu último dia de São Paulo nessa temporada.

Apanhamos um ônibus, subimos a Consolação e chegamos à avenida marco de São Paulo. De repente, Roberta lembrou de abastecer seu celular pré-pago.

A primeira dificuldade é que não encontrávamos revendedores Vivo. E, quando encontramos, já nas proximidades da TV Gazeta, ingressamos na Livraria Fnac para raspar o tal cartão e eis que, munidos de uma chave minha, acabamos por inutilizá-lo. Discamos mil códigos prováveis e nada. E isso irritou de leve a minha companhia.

Não lembro em que momento – se antes ou depois do incidente do cartão – passamos na sede da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) onde ocorria o Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File), onde interagimos com as obras e rimos do leve transtorno.

A seguir, encontramos Marina, as duas se despediram, Roberta reviu seus anéis e se frustrou em não conhecer o Museu de Arte de São Paulo (Masp), já que o tempo se esgotara.

Precisávamos retornar ao centro da cidade, almoçar e terminar de arrumar as malas da Robinha.

Passado isto, hora de rumar para o ônibus que a levaria a Guarulhos, de onde embarcaria de volta para casa. Ali pedimos desculpas mútuas: ela por crises de humor, eu pelos palavrões e por, eventualmente, beber além da conta.

Voltei pra casa e, desde então, persigo o som da Roberta coçando sua garganta constantemente. O eco da mania da Robertinha ainda reverbera por aqui, mas cada vez mais longe, longe, longe.

Anderson Passos

Sampa Tour (4)

O penúltimo dia com Robinha foi de tigradas. Rumamos para a 25 de Março, a famosa rua de comércio popular da cidade. Advertido por Camila Gaya e outros, preveni Roberta:

– Nada de câmera fotográfica, bolsa, nada, nada, nada, que não uns pouco trocados e a carteira de identidade.

Teimosa, Robinha levou bolsa, levou máquina e brinquei de Pôncio Pilatos: lavei as mãos e partimos. Depois de uns 25 minutos andando, chegamos ao destino onde eu jamais estivera.

Procuramos loja de festas para municiar os artigos da irmã de Roberta, que trabalha com isso em Sapucaia do Sul. Sem sucesso. Fato é que não achamos o produto que procurávamos.

Adelante, fiquei assombrado com um camelô que oferecia um aparelho para depilar as narinas e as orelhas – nem quis ver o produto – e com a tigrada ali concentrada.

Então, passando por uma rua próxima, visualizei o Mercado Municipal onde bebemos suco e concluímos que o Mercado de Porto Alegre tem uma única desvantagem: é menor que o Paulista. Mas o nosso tem erva mate. E de todos os tipos, digo eu.

Na volta, cansados, ainda subimos no alto do prédio do Banespa, onde Roberta fez mil fotos e eu fiquei tonto, amedrontado da altura no começo. E olhem que saltei de paraquedas não faz muito.

O cada vez mais raro leitor desse espaço vai perguntar:

– Que sacrilégio não levar a moça na Paulista.

Eu levei. E conto no próximo e último post essa história.

Anderson Passos

Sampa tour (2)

Articulei a carona para ir à Cotia com a Índia, a Monique Valdevino, que eu não via de muito. Monique, aliás, é uma graça de menina que foi cunhada do Ferdinando, marido da Marina Diana.

Depois de alguns desencontros no entorno do Shopping Eldorado, todos minimizados pelo celular, pegamos a Raposo Tavares.

Como a nova casa de Marina fica próxima de um novo condomínio em construção, esperei que a turma que fica sinalizando a localização do novo empreendimento às margens da Raposo e no próprio bairro pudessem nos guiar. Por sorte era dia e, por isso mesmo, ativei minha memória fotográfica que nos ajudou a chegar. Não havia um único carregador de placa na estrada ou no bairro.

E lá chegando, Ferdinando vestiu o avental, surrou a massa que daria origem às pizzas. Aos já referidos se somaram Henrique, Alessandra e Teco, os três últimos especialistas maiorais na elaboração de caipirinhas de saquê, as quais entornei com gosto e circunstância, sob o olhar levemente assustado da convidada Roberta Lemes.

O susto dela se desfez quando o “kitinet” do X Box do Ferdinando embalaram a coreografia das danças, a qual, alto, me irmanei sem qualquer coordenação motora.

Encerro o capítulo Cotia e no próximo post vamos de Ibirapuera e Vila Madalena.

Anderson Passos

Sampa tour (1)

Recebi recentemente a calorosa visita de Roberta Lemes, diretamente da próspera Sapucaia do Sul, a “Terra do Zoo”. E, convertido num desastrado guia turístico, tentei mostrar parte da cidade que me acolheu.

No sábado último (6/8), por exemplo, apresentei a ela a Galeria do Rock, a Praça da Sé, o Pátio do Colégio – marco da fundação da cidade.

Adelante, fomos ao bairro japonês da Liberdade onde, acompanhados por uma colega dela, frequentamos o comércio local.

Acabamos escolhendo a região para almoçar e cometi mais uma de minhas tigradas ao “afanar” sumariamente um temake pedido pela colega de Roberta que nos acompanhava.

A tarde se ia e uma visita à Cotia, na casa da onipresente Marina Diana nos esperava. Conto mais no próximo post.

Anderson Passos